As pragas iniciais do algodão, como a mosca-branca e o pulgão-do-algodoeiro, tem sido um desafio crescente para os produtores. Essas pragas são reconhecidas por sobreviver no período da entressafra e atacar as plântulas jovens do algodão, em um dos momentos mais sensíveis da cultura. 

Na safra de soja 2025/26, observaram-se casos de infestação em níveis alarmantes, especialmente em regiões do Mato Grosso e Bahia. E esse cenário pode vir a se refletir diretamente no plantio do algodão em 2026, repetindo o padrão de pressão visto nas safras anteriores. 

Tal cenário é alarmante, visto que a Conab já prevê uma retração de 3,6% da produtividade para a próxima safra, fixando-se em 1.884 kg de pluma por hectare, além das incertezas climáticas que podem deslocar a janela ideal de plantio. 

Neste conteúdo, trazemos mais informações sobre o cenário atual dessas pragas no algodão, quais seus impactos e como soluções inovadoras tem despontado como uma solução única para o controle da mosca-branca e do pulgão-do-algodoeiro. Confira! 

Pressão das pragas iniciais do algodão já preocupa produtores 

A pressão de pragas iniciais do algodoeiro já acende o alerta entre os cotonicultores. Com a colheita da soja avançando em fevereiro, a migração de pragas para as lavouras de algodão é uma possibilidade real e preocupante, considerando o histórico das últimas safras.  

Nas últimas safras, como a safra 2023/24 que registrou a maior pressão histórica da mosca-branca, grandes surtos foram observados em lavouras dos principais Estados produtores de algodão, incluindo o Mato Grosso e a Bahia. 

Sem medidas de controle eficazes de controle, as perdas de produtividade causadas pela mosca-branca pode chegar a até 50% na produtividade total da fibra quando associada à transmissão de viroses. Já no caso do pulgão-do-algodoeiro, perdas superiores a 40% já foram ser observadas.  

Folha de algodão infestada pelo pulgão-do-algodoeiro (Aphis gossypii)

Os impactos da mosca-branca e do pulgão-do-algodoeiro cultura do algodão 

Tanto a mosca-branca quanto o pulgão-do-algodoeiro causam prejuízos que comprometem não somente a produtividade do algodão, mas também a qualidade da fibra. 

1. Danos diretos  

  • Mosca-branca: ninfas e adultos sugam a seiva e injetam toxinas. Isso causa amarelecimento de folhas e estruturas reprodutivas, além de outras anomalias na planta 
  • Pulgão-do-algodoeiro: enfraquece plantas recém-emergidas pelo consumo de seiva. Pode causar enrugamento das folhas dos ponteiros e deformação dos brotos. Se a infestação persistir, o pulgão pode migrar para as flores e maçãs, prejudicando o desenvolvimento dessas estruturas e a qualidade final da pluma. 

2. Danos indiretos 

  • Fumagina: a excreção de substância açucarada pela mosca-branca e pulgão, popularmente conhecida como “mela”, favorece desenvolvimento de fumagina nas folhas, uma doença fúngica que afeta a capacidade fotossintética da planta. Além disso, a fumagina pode escurecer a fibra, causando o “algodão doce” ou caramelizado, depreciando o valor comercial da pluma.  
  • Viroses: juntos, a mosca-branca e o pulgão do algodoeiro são vetores de mais de 100 espécies de vírus. A transmissão ocorre durante a alimentação, infectando plantas sadias e ampliando o dano econômico.  

Manejo integrado das pragas iniciais do algodão e a importância do monitoramento 

Tendo em vista esses prejuízos, o produtor deve estabelecer um programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) do algodão. Para isso, é essencial fazer o monitoramento e adotar as ferramentas corretas, quando o nível de controle for atingido. 

Monitoramento da mosca-branca

Monitoramento da mosca-branca e do pulgão-do-algodoeiro

O primeiro passo é o monitoramento rigoroso, visto que essas pragas sobrevivem também no período de entressafra. 

  • Mosca-branca: foque na face inferior das folhas do terço médio. 
  • Pulgão: inspecione folhas e brotos novos. 

Níveis de controle da mosca-branca e do pulgão-do algodoeiro 

Acompanhar a população dessas pragas iniciais do algodão define o momento exato de entrar com ferramentas químicas ou biológicas. A Embrapa indica: 

  • Mosca-branca: 60% de folhas infestadas (adultos) e 40% (ninfas grandes). 
  • Pulgão (cultivares suscetíveis): 10% de plantas com colônias. 
  • Pulgão (cultivares resistentes): 70% de plantas com colônias.  

Desafios no controle da mosca-branca e do pulgão-do-algodoeiro com inseticidas 

Quando pensamos no controle da mosca-branca e do pulgão-do-algodoeiro com inseticidas, cada um apresenta desafios distintos centrados na biologia complexa e comportamento desses dessas pragas 

No caso do pulgão-do-algodoeiro, devido à sua reprodução por partenogênese (sem necessidade de acasalamento), a população pode dobrar de tamanho em poucos dias.  

Por isso, o manejo do pulgão exige produtos com alto efeito de choque e, simultaneamente, alta sistemicidade para proteger os ramos e folhas que surgem diariamente durante a fase de crescimento do algodão, que são o principal alvo do pulgão. 

Já no caso da mosca-branca, o principal desafio reside no controle de todas as fases do seu ciclo de desenvolvimento. Isso é necessário porque a população dessa praga é composta por gerações sobrepostas, o que significa que, em um mesmo momento, existem ovos, ninfas e adultos. 

Mosca-branca (Bemisia tabaci), uma das principais pragas do algodão.

Outro desafio associado a essa praga é a sua localização na planta. A mosca-branca deposita seus ovos na face inferior das folhas do baixeiro do algodão. Lá as ninfas eclodem ficam protegidas dos inseticidas aplicados. 

Portanto, o desafio no controle da mosca-branca reside em dois pilares: a capacidade da molécula de atingir todas as fases do ciclo biológico (ação ovicida, ninficida e adulticida) e a capacidade de chegar até o baixeiro onde a praga está escondida.    

ELESTAL® Neo: a solução para controle inédito da mosca-branca e do pulgão-do-algodoeiro 

Banner do inseticida para algodão ELESTAL Neo. Em destaque uma planta de algodão, sinalizando que os ativos do produto protegem a planta por inteiro. Ao lado o slogan do produto "Controle inédito da mosca-branca e pulgão. Protege a planta por inteiro e por mais tempo."

Pensando nos desafios do controle da mosca-branca e do pulgão-do-algodoeiro, a Syngenta desenvolveu ELESTAL® Neo, um inseticida seletivo de ação sistêmica que possui uma propriedade única, a ambimobilidade. 

Ambimobilidade de ELESTAL® Neo e como ela protege a planta por inteiro 

A ambimobilidade permite que ELESTAL® Neo ofereça uma proteção que acompanha o crescimento da planta, o que é decisivo para quebrar o ciclo reprodutivo das pragas, reduzir a formação de grandes populações e minimizar os danos diretos e indiretos causados ao algodoeiro. 

Essa propriedade garante benefícios fundamentais para o controle do pulgão e de todas as fases da mosca-branca

  • Proteção do baixeiro: o produto aplicado nas folhas superiores consegue “descer”até as folhas mais velhas, atingindo as ninfas de mosca-branca. 
  • Proteção de novos ramos: O produto também acompanha o crescimento da planta, protegendo os novos ramos e ponteiros, local o pulgão prefere se alojar. 

Ou seja, é uma proteção que vai para cima e para baixo, num movimento que nunca para, protegendo o algodão por mais tempo com um efeito residual prolongado.  

Os ingredientes ativos de ELESTAL® Neo 

Outra característica única de ELESTAL® Neo são os seus ingredientes ativos: TINIVION™ technology e o acetamiprido.  

Essa combinação de ativos oferece um efeito de choque imediato para controle das pragas por contato e ingestão, além de contribuir para o manejo antirresistência, um aspecto muito importante considerando a plasticidade genética da mosca-branca. 

ELESTAL® Neo demonstra alta eficiência contra populações dos biótipos B e Q da mosca-branca, superando a perda de eficiência de controle observada em inseticidas convencionais. 

Portanto, ELESTAL® Neo é a solução ideal para o produtor que procura um inseticida capaz de não apenas controlar a mosca-branca e o pulgão-do-algodoeiro de maneira eficiente, mas também proteger a sua lavoura de forma contínua e duradoura

Benefícios de ELESTAL® Neo 

  • Máxima proteção: move-se para cima e para baixo, protegendo a planta por inteiro, inclusive o baixeiro (graças à ambimobilidade).  
  • Efeito de choque e residual prolongado: ação imediata e por mais tempo. 

Vale destacar que ELESTAL® Neo pode ser aplicado em todas as fases da cultura

Posicionamento de ELESTAL Neo no algodão, destacando que o inseticida pode ser aplciado em todas as fases da cultura para controle da mosca-branca, pulgão-do-algodoeiro e outras pragas do algodão.

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.

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